Algumas coisas na vida, pelo menos na minha, eu só consigo aprender olhando para trás. Por isso, não abro mão dos momentos em que eu posso parar e lembrar tudo que já aconteceu. Não é nostalgia, não é procrastinação, não é saudade. É uma espécie de análise, um aprendizado de mim para mim mesma. Já cai e me levantei um milhão de vezes, e garanto que a vida perde o sentido sem essas pequenas quedas. Quando a gente cai, cai feio no chão, o que acontece? As mãos ficam machucadas, os joelhos doem e isso faz as pernas ficarem tremulas, mas a gente não pode ficar no chão pra sempre. Dói um pouco se levantar e a gente tem que fazer algum esforço. Só não podemos esquecer que uma coisa é imprescindível para levantar-se dessa queda: precisamos olhar pra frente. Se você não olhar pra frente você fica sem rumo, perde o equilíbrio, perde o foco e cai outra vez. Se você não olhar pra frente fica sem objetivo, sem propósito, sem justificativa para se reerguer. O que eu quero dizer é que quando a vida te joga no chão a primeira coisa que você deve fazer é olhar pra frente, e depois que tudo isso passar não se esquecer do tombo.
Algumas pessoas dizem que devemos nos esquecer das más lembranças e seguir em frente. Ora, mas se essas lembranças foram as que me ensinaram a viver, foram as que me trouxeram lições e se exatamente essas más lembranças foram meus principais exercícios de superação, para mim se esquecer de tudo agora é jogar uma fase importante no lixo. Tudo que a gente vive muda o nosso coração, muda nossa maneira de pensar, constrói a nossa personalidade. Cada pedaço da minha história eu guardo com carinho, e cada pedaço foi importante demais para eu decidir jogar fora. Cada página é uma lição, e você só vai conseguir acertar um dia se tiver seus erros como seu próprio referencial. Por isso, acho importante olhar para trás.

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